Omolocô
Vertente de culto religioso afro-brasileiro, tido como originário do conjunto cultural lunda-quioco [1], de povos localizados no nordeste do atual território angolano. Sua expansão ocorreu na primeira metade do século 20, a partir do Rio de Janeiro, sob liderança do “tata” (pai; sacerdote) Tancredo da Silva Pinto.
Segundo algumas fontes, trata-se de uma linha ritual da umbanda [2]; segundo outras, a difusão dessa vertente de culto teria sido fruto de uma reação no sentido da reafricanização da umbanda diante da expansão da chamada “umbanda branca”, mais próxima do espiritismo kardecista, que excluía tambores e outros elementos africanos, após o Primeiro Congresso de Espiritismo de Umbanda, realizado no Rio em 1941.
A origem do termo, também não exatamente confirmada, é às vezes buscada no radical –loko, do idioma quimbundo, do mesmo campo semântico de termos relacionados a “feitiço” ou “feitiçaria”, ou nos vocábulos iorubás omo, “filho de”, e Loko, orixá da gameleira-branca.
[1] Cf. SILVA, Ornato J. Iniciação de muzenza nos cultos bantos. Rio de Janeiro: Pallas, 1998, p. 107.
[2] Embora o Dicionário Houaiss informe essa origem no chamado candomblé de “nação angola”. OMOLOCÔ. In: GRANDE Dicionário Houaiss. Disponível em: https://houaiss.uol.com.br/corporativo/apps/uol_www/v6-0/html/index.php#4. Acesso em: 30 nov. 2022.