![[TESTE] Marco de teste 14](https://qa.s3.fi-editor-observatorio.caiena.app/qa.editor.fi-editor-observatorio.caiena.app/public/image/3279/file/optimized-8dec40863d49ef8e9eb5ca1afe4916fc.jpeg)
Atletas do Clube de Regatas Tietê
Em 4 de maio de 1978, quatro atletas negros do time de vôlei do Clube de Regatas Tietê, entre 13 e 14 anos de idade, sofrem discriminação racial ao tentar frequentar a piscina do clube. O caso tem repercussão na imprensa e recebe a resposta de movimentos sociais, sendo um dos estopins da fundação do Movimento Negro Unificado (MNU).
Como atletas admitidos na agremiação, os jovens têm direito a usar o clube como qualquer outro sócio. Mas, para isso, eles precisam de uma carteira de identificação como sócios militantes, categoria de associação para os atletas do clube. Todavia, os documentos dos rapazes não são emitidos. Ao tentar descobrir o que acontece, o técnico é informado sobre o extravio das fotos dos garotos e descobre uma ordem do presidente do clube para desautorizar a edição dos cartões de identificação dos rapazes. Enquanto isso, os atletas se dedicam por semanas a enganar o porteiro para poder treinar até a determinação expressa: os meninos “de cor” não podem treinar.
Revoltado, o técnico convoca uma coletiva de imprensa e todos os membros da equipe mirim decidem, como forma de protesto, parar de treinar. Um manifesto repudiando as medidas tomadas é firmado por todos os atletas e técnicos de vôlei do clube.
Os militantes negros levam o caso das páginas de jornais para as ruas, culminando na criação do MNU, em 7 de julho de 1978.
![[TESTE] Marco de teste 13](https://qa.s3.fi-editor-observatorio.caiena.app/qa.editor.fi-editor-observatorio.caiena.app/public/image/3278/file/optimized-5c50615eedc18d2d0112c25bd9326364.jpeg)