Morreu nesta quarta-feira (7), em sua casa em São Paulo, o gestor cultural, artista e curador Emanuel Araújo. Natural de Santo Amaro da Purificação (BA), em 1940, Emanuel dirigiu alguns dos equipamentos culturais importantes de São Paulo, como a Pinacoteca e o Museu Afro Brasil.
Como artista, por meio de cores fortes, texturas e ênfase nas formas geométricas explora a presença da herança africana na cultura brasileira.
Aclamado por sua obra, Emanoel Araújo recebeu premiações diversas, como a medalha de ouro na III Bienal Gráfica de Florença, Itália, em 1972; e os prêmios de melhor gravador, em 1973, e de melhor escultor, em 1983, ambos concedidos pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
Além disso, o artista tornou-se, em 2004, curador e diretor do Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo - à época, o espaço foi inaugurado com obras de sua coleção. A relação de Araújo com a instituição cultural pode ser vista com mais detalhes nesta atividade, realizada em agosto de 2017 pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP).
Gravado na eternidade
Conheça mais sobre a trajetória do gestor cultural e artista Emanoel Araújo na Enciclopédia Itaú Cultural.