O Programa Ancestralidades de Valorização à Pesquisa 2022, primeira iniciativa desenvolvida pela Plataforma Ancestralidades voltada ao apoio à produção acadêmica de pesquisadoras/es negras/os sobre os múltiplos saberes afro-brasileiros, selecionou 12 projetos desenvolvidos por pesquisadoras/es pesquisadoras/es ligadas/os a universidades, centros de pesquisa, organizações da sociedade civil (OSCs) ou coletivos.
Entre as 12 pesquisas selecionadas por meio do edital, oito estavam em andamento, enquanto quatro haviam sido concluídas.
Os quatro projetos concluídos estão disponíveis na biblioteca da Plataforma Ancestralidades, seção na qual visitantes podem conferir materiais em formatos diversos que abordam as múltiplas dimensões relativas aos saberes ancestrais e à promoção da equidade racial.
Confira a seguir as pesquisas disponíveis na biblioteca da Plataforma Ancestralidades:
- Cooperativismo, povos de terreiro e desenvolvimento sustentável em Sergipe, de Ilzver de Matos Oliveira: pesquisa realizada nos terreiros existentes na região metropolitana de Aracaju (capital de Sergipe), que compreende os municípios de São Cristóvão, Barra dos Coqueiros e Nossa Senhora do Socorro, e nos municípios de Laranjeiras e Riachuelo, que compõem a região do Vale do Cotinguiba, localidade historicamente importante para o desenvolvimento dos povos de terreiro em estado;
- Afro Paladar: a culinária quilombola de Mato Grosso como patrimônio imaterial, de Jackeline Maria da Silva: o projeto propõe reflexão sobre as contribuições da cultura afro-brasileira sobre aspectos como culinária e referências invisibilizadas pela sociedade, mas que constituem o patrimônio imaterial brasileiro;
- Alumiar: caminhos possíveis no acendimento a partir das ancestralidades, de Eunice Pita de Oliveira: trabalho cujo objetivo consiste em abraçar o reconhecimento, afeto e ancestralidade enquanto ferramentas possíveis no tecer relações entre arquitetura e comunidade;
- Territórios Livres, Tecnologias Livres: Mapeamento sobre Internet, TICs e justiça socioambiental junto às comunidades rurais e quilombolas do Nordeste brasileiro, de Paulo Victor Purificação Melo: para enfrentar o desafio da luta pelo território, por justiça socioambiental e a promoção de internet livre, a pesquisa propõe-se a produzir mapeamento coletivo do acesso, usos e concepções sobre a internet e as tecnologias da informação e comunicação (TICs) em comunidades quilombolas e rurais do Nordeste.