
Trilha Formativa de Equidade Racial
As múltiplas manifestações do racismo na sociedade e a urgência para enfrentá-las são os temas da trilha formativa recentemente disponibilizada no site da Escola Itaú Cultural(https://escola.itaucultural.org.br/autoformativos/trilhas-em-equidade-racial...

As múltiplas manifestações do racismo na sociedade e a urgência para enfrentá-las são os temas da trilha formativa recentemente disponibilizada no site da Escola Itaú Cultural(https://escola.itaucultural.org.br/autoformativos/trilhas-em-equidade-racial).
Trilha Formativa de Equidade Racial
As múltiplas manifestações do racismo na sociedade e a urgência para enfrentá-las são os temas da trilha formativa recentemente disponibilizada no site da Escola Itaú Cultural.
Desenvolvido em parceria com o Núcleo de Pesquisa e Formação em Raça, Gênero e Justiça Racial, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Afro-Cebrap), o curso é composto por cinco episódios que retratam como o racismo é reverberado em âmbitos pessoal, social e institucional, e tem como objetivo desvendar os principais conceitos referentes ao tema. As cinco aulas passam por:
- Desigualdades e políticas públicas. A atividade, que é mediada por Flávia Rios, professora de sociologia da Universidade Federal Fluminense (UFF). A aula aborda aspectos sobre as relações entre igualdade e liberdade e igualdade e justiça. O vídeo passa também sobre como as desigualdades foram e são construídas e ampliadas na sociedade brasileira;
- Raça e seus desdobramentos históricos, com Matheus Gato de Jesus, professor do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A aula visa mostrar como o cotidiano está impregnado de perspectiva racista, que é manifestada na linguagem usada no dia a dia e na ocupação do espaço geográfico;
- Violência racial, movimentos sociais e juventude negra. A atividade é conduzida por Paulo César Ramos, professor, sociólogo e pesquisador do Afro-Cebrap, que mostrará também o panorama da luta antirracista no Brasil;
- A quarta aula, também ministrada por Flávia Rios, retrata interseccionalidade e feminismo negro. O material mostrará como a interseccionalidade ganhou força e espaço em debates sobre racismo no século XXI, mesmo estando presente em diversas ideias da pauta antirracista do século XIX;
- Por fim, Luiz Augusto Campos, professor de sociologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mostra a importância da agenda racial na construção de processos democráticos. O debate tem como referência as mudanças no sistema eleitoral brasileiro e o resultado das eleições de 2022.
Trilha para diálogos
A trilha formativa sobre equidade racial tem como foco promover diálogos e reflexões entre pessoas de etnias e contextos sociorraciais diversos e plurais.
“O curso deve ser um elemento de um todo de atividades concatenadas no sentido de colocar pessoas negras, brancas, indígenas, estrangeiras, por exemplo, em diálogo aberto sobre expectativas de autorrealização social e pessoal. Ele qualifica o debate, refina informações e apura entendimentos. Junto a isso, devem chegar atitudes institucionais que direcionem a produção de desigualdades”, descreve Paulo César Ramos.
Ao descrever o processo de desenvolvimento de suas aulas, Paulo César conta o papel que espaços de difusão de conhecimentos e saberes afro-brasileiros, como a Plataforma Ancestralidades, teve nesse cenário.
“Parti do que pautado pelas [organizações] propositoras do curso - o Afro-Cebrap e a Plataforma Ancestralidades. Após isso, retomei principais tópicos que desenvolvi em minhas pesquisas para compor um quadro que dialoga com a audiência do curso. Organizei [o conteúdo] de modo que convidasse participantes a fazer suas intervenções e os tirasse da zona de conforto intelectual”, finaliza o professor e sociólogo.

